brazilwonders:

Considerado um dos mais importantes escritores do século 20 e um dos mais renomados autores latinos da história, o escritor colombiano Gabriel García Marquez morreu nesta quinta-feira (17).
Marquez recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1982 pelo conjunto de sua obra. Foi o primeiro colombiano e quarto latino-americano a receber o prêmio, e, na ocasião, agradeceu com um discurso intitulado “A solidão da América Latina” 
"Cara a cara com esta realidade horrenda que pode ter parecido uma mera utopia em toda a existência humana, nós, os inventores das fábulas, que acreditamos em qualquer coisa, nos sentimos inclinados a acreditar que ainda não é tarde demais para nos engajarmos na criação da utopia oposta.
Uma nova e avassaladora utopia da vida, onde ninguém será capaz de decidir como os outros morrerão, onde o amor provará que a verdade e a felicidade serão possíveis, e onde as raças condenadas a cem anos de solidão terão, finalmente e para sempre, uma segunda oportunidade sobre a terra. “ - Trecho do seu discurso ao vencer o Nobel de Literatura em 1982.

Dia de tristeza.

brazilwonders:

Considerado um dos mais importantes escritores do século 20 e um dos mais renomados autores latinos da história, o escritor colombiano Gabriel García Marquez morreu nesta quinta-feira (17).

Marquez recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1982 pelo conjunto de sua obra. Foi o primeiro colombiano e quarto latino-americano a receber o prêmio, e, na ocasião, agradeceu com um discurso intitulado “A solidão da América Latina” 

"Cara a cara com esta realidade horrenda que pode ter parecido uma mera utopia em toda a existência humana, nós, os inventores das fábulas, que acreditamos em qualquer coisa, nos sentimos inclinados a acreditar que ainda não é tarde demais para nos engajarmos na criação da utopia oposta.

Uma nova e avassaladora utopia da vida, onde ninguém será capaz de decidir como os outros morrerão, onde o amor provará que a verdade e a felicidade serão possíveis, e onde as raças condenadas a cem anos de solidão terão, finalmente e para sempre, uma segunda oportunidade sobre a terra. “ - Trecho do seu discurso ao vencer o Nobel de Literatura em 1982.

Dia de tristeza.

Tags: heroi

A (in)sustentável leveza da biodiversidade

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Foto: masonresearch.gmu.edu

O engenheiro de pesca Marcelo Andrade, da UFPA, estava em uma área de cachoeiras do rio Trombetas, no oeste do Pará, quando se deparou com um peixe diferente. Imediatamente o sinal de alerta do pesquisador entrou em ação: poderia ser uma nova espécie. Mas foram necessários cinco anos para que ele pudesse afirmar, depois de exaustivo trabalho de taxonomia, a existência da piranha herbívora da Amazônia. Batizada de Tometes camunani por Marcelo, a nova espécie foi apresentada ao mundo da ciência em um artigo publicado pelo periódico Neotropical Ichthyology, em junho deste ano. Pouco tempo depois, a descoberta foi apontada pela ONG ambientalista WWF como uma das mais importantes ocorridas na região nos últimos quatro anos.

Além da piranha descrita por Marcelo, que dispensa carne e se alimenta de ervas aquáticas, outras 440 espécies foram encontradas no bioma Amazônico nos últimos anos - 258 espécies de plantas, 83 de peixes, 58 de anfíbios, 22 de répteis, 18 de aves e uma de mamífero. Estas pesquisas foram recentemente acrescentadas ao relatório “Amazônia Viva: uma década de descobertas”, da Rede WWF, que compila cerca de 1.200 estudos publicados em periódicos científicos reconhecidos sobre novas espécies relatadas entre 1999 e 2009.

O documento reforça a posição da Amazônia como uma das regiões que abrigam a maior biodiversidade do planeta. Considerando os dados da Rede WWF, em pouco mais de 10 anos, uma nova espécie foi descoberta no bioma a cada três dias, com detalhes que deixaram cientistas tarimbados muito surpresos. Os filhotes do macaco Callicebus caquetensis, por exemplo, ronronam um para o outro, como se fossem gatinhos, quando estão satisfeitos. Já a palmeira Syagrus vernicularis “produz” miojo – na verdade, os botões floridos da árvore lembram o emaranhado do macarrão instantâneo. 

Mas o caldeirão que abriga toda essa megabiodiversidade pode ser muito delicado, aponta o estudo Hyperdominance in The Amazonian Tree Flora, publicado em outubro na revista Science, que faz um inventário da diversidade de espécies de árvores da Pan-Amazônia. A pesquisa, realizada por uma centena de cientistas das principais universidades do mundo, identificou cerca de 16 mil espécies. Surpreendentemente, as 227 mais frequentes são responsáveis por 50% de toda a cobertura arbórea da bacia amazônica - que abrange, além do Brasil, Peru, Colômbia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. O açaizeiro (Euterpe precatória) é o líder das árvores hiperdominantes.

O estudo, desenvolvido ao longo de uma década, também calcula que 10 mil espécies - a metade delas muito raras - cobrem somente 0,12% da floresta amazônica. Baseados nestes dados, os cientistas acreditam que a flora da região pode ser mais frágil diante de mudanças climáticas e da ação do homem. Se, por algum motivo, o ambiente se tornar adverso para algumas das espécies hiperdominantes, a tendência é de que a maior parte da cobertura florestal sofra sérios danos, com impactos relevantes sobre o ecossistema amazônico - a casa de milhares de espécies, além de 30 milhões de pessoas. Estes levantamentos, mais do que nunca, reforçam a importância do investimento em pesquisas na região. O futuro da Amazônia precisa ser delineado agora.

@thiagoabarros

"É preciso que a leitura seja um ato de amor"
Paulo Freire

"É preciso que a leitura seja um ato de amor"
Paulo Freire

"o problema é sistêmico. a tecnologia desafia a democracia a se aperfeiçoar. a sociedade se tornou infinitamente mais complexa. ou a sociedade acompanha ou a própria democracia começa a ficar em xeque. eu sou otimista, acho que a democracia vai se expandir com a tecnologia. como por exemplo com as novas formas de consulta pública. hoje mais do que nunca é possível compartilhar a tomada de decisões públicas entre grupos de pessoas, entre a sociedade civil."

— diz Ronaldo Lemos, um dos principais responsáveis pelo Marco Civil da Internet (via moccelin)

Killing trees is murder: Zé Cláudio Ribeiro at TE…:

Desafios geopolíticos

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Natureza amazônica, por Oswaldo Forte. Todos os direitos reservados. 

A globalização traz à Amazônia uma série de promessas para o desenvolvimento, mas, de carona, assimetrias do fenômeno intensificam desigualdades e exclusão. Para prosseguirem no limiar do progresso, nações do Norte se colocam como beneficiárias das reservas existentes no Sul. Neste contexto, se insere o significado geopolítico do território amazônico, rico em recursos ainda não explorados, patrimônio da humanidade e fonte de subsistência para o futuro da sociedade.

A síntese da importância da Amazônia é razão de poder e de possíveis embates internacionais, dependendo da estratégia que se estabeleça para o futuro da região. A Pan-Amazônia, que inclui nove estados soberanos – Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname –, representa a vigésima parte da superfície terrestre, quatro décimos da América do Sul, um quinto da disponibilidade de água doce do mundo, além de um terço das reservas mundiais de florestas tropicais.

A Amazônia Brasileira ou Amazônia Legal possui mais de 11 mil quilômetros de fronteiras terrestres – cerca de 60% do território brasileiro – e um litoral expressivo, com mais de 1.600 quilômetros. Uma região ainda “distante” em relação ao centro de poder do País e, por isso, alijada de grande parte das políticas públicas de desenvolvimento realmente eficientes, situação que cria um sentimento de ausência governamental muito forte.

A situação, complicada por um plano de interligação nacional incompleto e que não respeita as características geográficas da Amazônia, entre outros fatores, abre espaço para vulnerabilidades: estimula o desenvolvimento de atividades ilegais e a criação de estados paralelos. Estes problemas sociais subvertem a ordem e constituem ameaças à estabilidade e segurança do território.

Um dos desafios geopolíticos para os governantes brasileiros e da Amazônia é aliar natureza, cultura e peculiaridades geográficas da região à possibilidade de inserção social e científica. Nesta questão, o controle e desenvolvimento de uma das futuras bases de poder, a engenharia genética, é de fundamental importância. A exploração deste “capital natureza” têm o aval de programas governamentais, mas muitos deles estão articulados a interesses de investidores estrangeiros, o que dificulta a formulação de um projeto de nacional.

A riqueza da biodiversidade existente na Amazônia é impressionante. Estimativas apontam que cerca de 16,5 milhões de genes compõem o patrimônio genético vegetal da região. Um gene potencialmente útil pode representar, anualmente, negócios de US$ 1 milhão. Somente nos Estados Unidos, cerca de US$ 66 milhões são aplicados por ano em pesquisas sobre uso do germoplasma vegetal.

A Pan-Amazônia não pode ser vista internacionalmente como uma “Antártida verde”, passível de ser fatiada entre potências, mas, sim, patrimônio das nações que a compõem. A intensificação de processos de cooperação já existentes, baseados nos princípios de soberania e autogestão, podem levar a região a se desvincular da indústria fordista e implementar modelos de desenvolvimento mais eficientes e sem desperdício, com distribuição equitativa, no próprio local, dos frutos gerado pelo capital natural.

@thiagoabarros

A fotografia que ilustra este texto é de autoria do renomado fotojornalista Oswaldo Forte, Editor Executivo de O Liberal. Você pode conferir mais registros da Amazônia no Flickr dele: https://www.flickr.com/photos/oswaldoforte/sets/ 

Fragmentos de Belém do Pará entre os séculos 20 e 21: ícone da capital, a Doca de Souza Franco no transcorrer de quase 100 anos. 
Das taperas à margem do igarapé das Almas (ou das Armas), em registro feito provavelmente nos anos 50, ao boom do mercado imobiliário, com a construção de arranha-céus, com vista para o canal que divide a avenida. 
Nos anos 1970, a transição, marcada pelas obras da avenida: de periferia para área nobre, tudo em menos de três décadas.  
O avanço da urbanização rumo ao norte da cidade, do bairro do Reduto à região do Umarizal.
As fotografias mais recentes, feitas pela equipe do (in)sustentável et al., registram a ampliação das barreiras de concreto, formadas por edifícios de, no mínimo, 20 pavimentos, escondendo gradativamente a visão da baía do Guajará. 
olheosmuros:

Avenida Almirante Barrosso, Belém, PA.

Que flua, portanto, a liberdade.

olheosmuros:

Avenida Almirante Barrosso, Belém, PA.

Que flua, portanto, a liberdade.

Feliz Natal!

Feliz Natal!

(Fonte: brazilwonders, via abestados)

A dança dos continentes

A dança dos continentes

(Fonte: rbw, via petervidani)